Por que Comemos Carne?

Por que comemos carne? 

Você já parou para pensar sobre por que comemos carne? Por que entendemos alguns animais como provedores de alimentos e outros não? Como é feita essa escolha de quais carnes são comestíveis e quais não? 

O carnismo ou carnivorismo é uma teoria desenvolvida por Melanie Joy, psicologa social e ativista vegana. Basicamente, tenta explicar o conjunto de crenças implícitas, as quais nos levam a consumir determinados animais. No seu livro, Joy sistematiza muito bem o fio condutor de sua investigação com a seguinte frase: 

 

Por que amamos os cães, comemos os porcos e nos vestimos com as vacas.

Cada cultura possui seus próprios valores morais sobre essa questão. Para as comunidades muçulmanas e judaicas, a carne de porco é todo um tabu. Na Índia, as vacas são vistas como animais sagrados. Já na Coreia, os cachorros fazem parte do cardápio, enquanto no Ocidente, são considerados os melhores amigos do homem.  

As chaves do carnismo  

  • Estas práticas provém de noções e percepções subjetivas sobre como os animais sentem. Quando se considera que um animal não é dotado de inteligência e empatia, ele perde categoria dentro da escala moral e passa a ser entendido como comestível. Obviamente, nessa lógica, o homem está sozinho no topo da pirâmide, pois se atribui a superioridade moral somente à espécie humana. 
  • Por que comemos carne? Trata-se de uma decisão naturalizada e quase inquestionável, que deriva de um regime de crenças dominante e institucionalizado, daqueles que participam dos setores financeiros, educativos, governamentais, médicos e empresariais. A cultura da carne está tão internalizada que não nos permite ver a mentalidade de dominação que a sustenta: transformar alguém em algo, um animal em um objeto neste caso, significa reduzir a vida a unidades de produção.  
  • Na alimentação carnívora, está implícita uma ideologia violenta. Se não houvesse morte nem agressão, não teríamos acesso a uma dieta baseada no consumo da carne de outros animais. Simplesmente, os animais cozidos e os produtos deles derivados jamais chegariam a ser pratos servidos nas mesas. 
  • A produção de carne se opõe aos valores da compaixão, da autenticidade e da justiça. Atualmente, calcula-se que 1.2 bilhões de animais são sacrificados a cada semana no mundo inteiro. Mas normalmente, este fato é invisível, ou melhor, invisibilizado. 
  • O carnismo transforma os animais em mercadorias, ao invés de considerá-los como seres dotados de inteligência, sensibilidade, percepções, emoções e sofrimentos. 
  • A indústria da carne pretende se justificar com mitos: comer animais é “natural”, “normal” e “necessário”. E estes mitos cristalizam lógicas opressoras, que podem ser comparadas com as existentes em outros sistemas de exploração, como a escravidão. 
  • Todos nós pagamos um preço muito alto pelas repercussões da indústria da carne e dos produtos animais, tanto no meio ambiente como na nossa saúde. 

Os seres humanos evoluíram por comer carne?

Embora várias instituições concordem com esta opinião, inúmeros estudos científicos comprovam que as proteínas vegetais são mais que suficientes para manter nosso rendimento como espécie. 

De fato, o novo Food Plate recomendado pelo Governo do Canadá é um ótimo exemplo. Assim como o crescimento da quantidade de atletas de alto rendimento que decidem adotar o veganismo. 

Segundo Melanie Joy, há uma resposta clara e definitiva ao questionamento sobre por que comemos carne: 

“Comer carne não é uma necessidade, mas sim uma decisão”, conclui a especialista e fundadora de Beyond Carnism.   

Que soluções são propostas? 

  • A tomada de consciência é a chave para deixar de agir de forma violenta e viabilizar hábitos como o consumo responsável. A História é a melhor testemunha de que as transformações sociais são geradas e impulsionadas pelas pessoas que escolhem ter consciência sobre determinadas situações para poder mudá-las. 
  • Como contrapartida ao carnismo, o veganismo se destaca como um dos movimentos sociais de maior crescimento no mundo inteiro. Longe de querer se impor, a filosofia de vida vegana fomenta pequenas mudanças na vida cotidiana que provocam impactos positivos. 

Nas antípodas do veganismo, o carnismo suprime a compaixão e o respeito pelos direitos dos animais, pela saúde humana e pelo bem-estar do nosso único lar, o planeta Terra. Em ultima instância, o carnismo não é outra coisa que um atentado à própria vida, em todas as suas formas.  

Diante desse panorama, uma transformação mundial orientada a reverter o paradigma dominante e destrutivo se torna imperiosa. Você não acha? 

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